Ensino Médio

A formação humanista integral proposta pelo Colégio Santa Cruz ganha especial dimensão no Ensino Médio. O aluno se torna mais responsável por sua aprendizagem nesta nova etapa escolar, que prioriza o conhecimento crítico, a descoberta de si mesmo e a construção da cidadania.

Alunos do Ensino Médio na sala maker
Festa dos Esportes
Aula ao ar livre
Atividades no laboratório de informática da biblioteca
Laboratório de biologia do Ensino Médio
Apresentação musical no teatro
Exibição de filme ao ar livre, nas quadras externas
Aula na biblioteca
Alunos do Ensino Médio no ateliê de artes
Aula de matemática para alunos da 1ª série do Ensino Médio
Alunos no laboratório de informática da biblioteca
No anfiteatro, alunos assistem uma das palestras do Fórum de Informações Universitárias
Alunos e famílias no encontro sobre o processo de candidatura para universidades internacionais
Alunos da 2ª série do Ensino Médio se preparam para a Mostra de Pesquisa Autoral
Hora do intervalo no pátio do Ensino Médio
Sala de aula do Ensino Médio

Projeto Pedagógico

O curso de Ensino Médio apresenta novo cenário pedagógico para dar sequência à formação de alunos no Santa Cruz. Nesta etapa, são construídas referências permanentes para a constituição de suas identidades, para a relação que terão com o conhecimento e para o olhar em desenvolvimento a respeito dos paradigmas de seu tempo.  

A velocidade das mudanças e as expectativas sobre a nova geração incitam o jovem a viver intensamente o presente. A escola é parte dessa vida intensa, e aprender é uma ação impregnada desse contexto. O ensino efetivo dialoga com o jovem por estar conectado a essa realidade, mas também porque propõe a pausa para a reflexão e pede tempo para amadurecer e poder tornar-se intenso. Isso implica ser consistente e oferecer uma pluralidade de experiências capazes de atribuir significado ao cotidiano sem deixar de resgatar e reafirmar valores e conceitos fundamentais da cultura. Educar jovens é ajudá-los a articular o passado e o presente, é convidá-los a viver plenamente o presente construindo conscientemente o futuro. 

A formação humanista integral, estrutura central do projeto pedagógico do Colégio Santa Cruz, afirma o compromisso com o legado do saber e com o cultivo de princípios éticos. Essa perspectiva se traduz nas escolhas pedagógicas do currículo, na abordagem dos conteúdos, na problematização dos temas trabalhados, nas relações estabelecidas entre a teoria e a vida. Essa formação é adensada no Ensino Médio com a dimensão crítica da apropriação do conhecimento, com a preocupação em criar oportunidades de olhar e compreender os contrastes e as contradições da sociedade.  

Durante o Ensino Fundamental, os alunos são estimulados a uma transição gradual entre o pensamento empírico e o abstrato. É próprio do Ensino Médio propiciar as condições para a continuidade desse processo e especialmente para o desenvolvimento do pensamento teórico e dialético, que permite ao sujeito ser capaz de considerar diversos conceitos simultaneamente, pensar a relação entre eles, gerar reflexões pessoais sobre os temas abordados, buscar soluções diversas e criativas com mais profundidade para os problemas que se apresentam.  

A relação com o conhecimento, como instrumento valioso para pensar o mundo, ganha cada vez mais sentido. Não basta apenas entender, é preciso problematizar. A condução das atividades escolares leva o aluno do Ensino Médio a se dar conta de que formular opiniões depende de uma boa fundamentação, de que resolver problemas práticos demanda sólido conhecimento teórico e que aprender nem sempre é suave, mas pode e deve ser saboroso. No decorrer das aulas, a relação com o conhecimento se torna mais sistemática, mais analítica e também mais apaixonada.  

O amadurecimento intelectual caminha imbricado ao desenvolvimento afetivo, especialmente na adolescência. Os vínculos que se estabelecem nessa fase ganham relevância; acentua-se a necessidade de buscar os pares e de privilegiar a interlocução com os amigos. Intensificam-se o desejo de autonomia, a vontade de realizar transformações e a veemência nos questionamentos às outras gerações. Em um tempo marcado pela ampliação dos contextos socializadores, eles circulam por espaços reais e virtuais nos quais os adultos já não conseguem se fazer tão presentes. Desafiam os que com eles convivem ao abraçarem certo relativismo e adotarem posições ora onipotentes, ora dependentes, ora arriscadas, ora maduras, ora distantes, ora próximas e com afetividade sincera.  

Assumir a função educadora nesse contexto é escutar os alunos em seus desejos de presente e futuro para poder orientá-los. É respeitá-los intelectualmente, questionar os meios e as estratégias que escolhem, analisar com eles os objetivos definidos e avaliar consequências, valorizar encontros, ser interlocutor das emoções que os invadem, chamar a atenção de seu olhar para variados focos, sugerir filmes e leituras, promover discussões que permitam a articulação de relações e noções de determinado campo do saber aos dados da realidade, legitimar a sensibilidade com si mesmo, com o outro e com a vida.  

Esse estudante em formação e em transformação, que está experimentando o mundo, vai, ao longo dos ciclos da escola, tornando-se mais responsável por sua aprendizagem. No Ensino Médio, essa autonomia progressiva torna-se pilar de uma série de mudanças de procedimento que objetivam que o aluno desenvolva o sentido de liberdade associado à autodisciplina e à formação de padrões internos de conduta.  

A educação exige firmeza, vontade e liberdade. A vida escolar deve ensinar que o ser humano só pode ser livre se for responsável, o que só é entendido no gesto da escolha: cada ato deve remeter a seu peso, cada ação deve carregar suas consequências, que é imprescindível assumir. Nesse processo, o diálogo é um instrumento inestimável; mas ele jamais dispensa a exposição clara de limites e normas, a serem definidos e exigidos pela escola para garantir um espaço coletivo comprometido com a alteridade e submetido a princípios válidos para todos. A compreensão dessas normas de convívio ocorre sobretudo na sala de aula, onde as classes se integram nos grupos de trabalho e onde se desenvolve a consciência da importância de cada indivíduo na construção orgânica e harmônica do todo. Esse exercício da liberdade responsável contribui para o autoconhecimento e põe o aluno em contato com seu potencial intelectual, criativo e social. O esforço para desenvolver esse potencial e para realizá-lo gera independência e identidade pessoal que abrem caminho para uma opção existencial consciente e autônoma. 

Essa postura é coerente com um dos pilares do projeto educacional do Colégio Santa Cruz que consiste no desenvolvimento da consciência moral e da ética da solidariedade. Formar moralmente uma juventude é ensinar-lhe o compromisso com o outro, com sua comunidade, com seu país. Esse vínculo permite a gradativa sensibilidade aos problemas sociais e o pensamento crítico com relação à realidade e às injustiças sociais. Para que um ser humano atinja sua plenitude, integrando-se a uma comunidade e assumindo, em consequência, um papel social construtivo e crítico, tanto a inteligência quanto a criação individual devem estar a serviço de algo maior e mais definitivo: o bem comum.

O currículo escolar pauta a formação que oferecemos aos nossos alunos e ganha vida na articulação dos conhecimentos instituídos da cultura humana, dos conteúdos propriamente escolares, do reconhecimento da importância das relações sociais e afetivas típicas da fase da vida dos educandos e da concepção de quem é o cidadão que pretendemos formar.  

Educar implica escolher conteúdos, estratégias, objetivos e posturas. A escolha do currículo é, nesse sentido, a essência da educação oferecida por uma escola. É o corpo de escolhas que vai das diretrizes da direção às opções dos professores, respeitando as tradições e as legislações e acrescentando inovações. Currículo, nesta concepção, é bem mais do que um programa de disciplinas, do que uma lista de conteúdos: são todas as escolhas escolares que impactam a formação dos alunos.  

Esses objetivos formativos são alcançados, na etapa final da escolarização básica, pela consolidação e pelo aprofundamento dos conhecimentos já apresentados: ao priorizar os conceitos e temas referenciais, problematizá-los e propor discussões sobre as variadas soluções e pontos de vista, buscamos oferecer um saber abrangente, que valoriza o diálogo e rejeita preconceitos e ideias preconcebidas.  

O currículo do Ensino Médio dá especial ênfase ao desenvolvimento da autonomia intelectual, estimulando os estudantes a vivenciarem um processo contínuo de aperfeiçoamento e de aprendizado no qual, imersos na diversidade tecnológica e na cultura digital, reafirmem os princípios de como lidar com o conhecimento: criticidade, profundidade, autonomia e criatividade.  

Como a quase totalidade dos alunos dá continuidade aos estudos em nível superior, nas instituições mais concorridas, uma das preocupações do Ensino Médio é oferecer aos educandos condições para a sequência acadêmica e profissional, entendida não apenas como a preparação para o mundo do trabalho, mas, sobretudo, para o desafio de compreender e viver as transformações e dificuldades de nosso tempo.

Em 2017, promovemos uma reforma curricular ampla no sentido de oferecer um conjunto de disciplinas e cursos eletivos que permitisse que nossos alunos pudessem ser mais autores do próprio percurso escolar. A partir de 2022, em diálogo com a legislação do Novo Ensino Médio, esse leque de ofertas para os estudantes está sendo ampliado: dentro dos itinerários formativos, os alunos passam a escolher entre duas trilhas realizadas em módulos, de cerca de dez dias a cada semestre, mais ligadas às áreas de conhecimento em que eles tenham maior interesse, curiosidade e vontade de se aprofundar.

Para além dessas trilhas, a estrutura curricular do Ensino Médio é composta por quatro grupos de atividades, todas oferecidas com intenção formativa e de ampliação de repertório: núcleo comum (aquelas que são obrigatórias para todos, divididas em formação geral e aprofundamentos complementares), eletivas (aquelas que solicitam, obrigatoriamente, uma escolha do aluno entre algumas opções de cursos), optativas (livres, sem obrigatoriedade) e eventos.

Priorizamos o conhecimento organizado por disciplinas, entendendo que as atividades obrigatórias para todos devem ser dedicadas a esse saber transformador: a profundidade e as especificidades próprias das disciplinas, apresentadas por professores especialistas, permitem que o estudante se aproprie da lógica de organização e produção de cada uma delas.

Afirma-se que é “poderoso” o conhecimento veiculado pelas disciplinas, na medida em que permite entrar em contato com um ponto de vista coletivo e especializado, tanto na forma de produção quanto na de transmissão, e compreender melhor, por meio dessa mediação, o mundo em que se vive. 

O Núcleo Comum do Ensino Médio do Santa Cruz apresenta as seguintes disciplinas: Biologia; Filosofia e Sociologia; Física; Geografia; História; Laboratório Investigativo de Ciências; Língua Portuguesa (com duas disciplinas: Literatura e Produção e Estudo de Textos); Matemática; e Química. 

Essas disciplinas são entidades históricas, dinâmicas, que mudam com o tempo. Por isso, exigem constante revisão de seus conteúdos e de suas estratégias por parte dos professores. Os cursos são planejados no contexto de três anos e a carga horária das disciplinas pode variar em cada série, compondo, ao final do ciclo, a quantidade total destinada a cada uma, como pode ser visto no quadro curricular.  

Disciplinas diferentes definem suas fronteiras com as outras, bem como o modo como seus conceitos se relacionam. Por isso, existe um esforço curricular em salientar as intersecções e avançar as fronteiras dessa estrutura disciplinar, favorecendo as relações complementares e reduzindo, assim, a fragmentação didática do conhecimento.

As conexões interdisciplinares são apontadas pelos professores em diferentes momentos dos cursos, colocando em evidência a forma de cada disciplina se aproximar de um mesmo tema e a importância dos diferentes ângulos para poder compreendê-lo. Outro cuidado com esse aspecto é o favorecimento de diferentes espaços pedagógicos em que se reúnem alunos e professores, como debates, análises de filmes, palestras, entre outros, nos quais é estabelecido o diálogo entre as disciplinas. 

A inserção, a partir de 2017, das disciplinas eletivas no currículo do Ensino Médio pretende oferecer uma formação cada vez mais completa e singular para nossos alunos, permitindo a ampliação do contato com temas diversos, não necessariamente atrelados às disciplinas tradicionais. As opções possibilitam, ainda, um espaço maior de autoria do aluno na construção de seu trajeto escolar, ao permitir que ele faça escolhas de acordo com seus interesses. 

Acreditamos que propiciar o exercício da escolha consequente é relevante na formação global de nosso estudante, que terá que se haver com os diversos fatores que pesam em decisões dessa ordem, aprendendo aos poucos a priorizar aquilo que lhe é mais fundamental e também a lidar com a perda inerente a qualquer escolha.  

A diversidade de cursos oferecidos procura também dar conta de diferentes tipos de alunos, com habilidades, interesses e projetos de vida tão múltiplos. Além disso, como os grupos são menores, há possibilidade de flexibilização de metodologias e estratégias, o que permite contemplar mais as características individuais de aprendizagem e as dificuldades de cada aluno. 

Em 2022, oferecemos oito disciplinas eletivas: Educação Física, Línguas Adicionais e Disciplinares, para mais de uma série; Artes e Meio Ambiente, para o 1º ano; Práticas em Cidadania e Pesquisa Autoral, para o 2º ano; e eletivas Temáticas, para o 3º ano.   

Educação Física 

A Educação Física no Ensino Médio parte do pressuposto de que os alunos, ao longo de sua escolarização, já experimentaram diversas vivências de atividades física: jogos cooperativos, esportes com bola, atletismo e ginástica, entre outras. Acreditamos que, neste momento, os estudantes estão em condições de fazer uma opção por alguma modalidade que, longe de treiná-los para competições, permita exercitar uma atividade física que lhes dê satisfação, que contribua para um estilo de vida mais ativo e saudável e que propicie um tipo de interação com seus colegas diferente daquela da sala de aula.  

Os cursos oferecidos são: atividades rítmicas e jogos; condicionamento físico; vôlei e jogos – os três mistos; e esportes coletivos, com grupos masculinos ou femininos. Os alunos podem renovar sua escolha a cada semestre, ao longo dos três anos.

Línguas Adicionais  

O ensino de Línguas Adicionais amplia a capacidade de comunicação dos alunos e o acesso a outras culturas, além de aprofundar os conhecimentos linguísticos e as habilidades de compreensão e expressão, oral e escrita. 

Inglês é a Língua Adicional obrigatória na 1ª série do Ensino Médio, estruturada em temas de interesse que ampliam os conhecimentos sobre os diversos gêneros que circulam no meio social e aperfeiçoam as competências linguísticas e as habilidades de leitura, escrita oralidade e compreensão auditiva. Apesar dos diferentes recortes temáticos, serão abordados conteúdos e gêneros linguísticos comuns em todos os cursos. Na 2ª série, além dos cursos de Inglês, os alunos podem escolher as Línguas Adicionais de Espanhol ou Francês. No caso do Espanhol, o curso será sequencial, começando das noções básicas da língua. O curso de Francês, temático e modular, é voltado a quem já conhece um pouco a língua.  

Os alunos podem renovar suas escolhas a cada semestre: a disciplina é oferecida nas 1ª e 2ª séries.  

Disciplinares  

As eletivas Disciplinares oferecem oportunidade de ampliar ou aprofundar conteúdos das disciplinas do Núcleo Comum, pouco abordados ou desenvolvidos nas aulas regulares, garantindo mais contato com determinada especialidade do conhecimento.  

Os cursos são semestrais e não sequenciais, o que favorece percursos formativos de escolhas abertas e não excludentes.  

Por serem formados por um grupo de alunos interessados na disciplina, os cursos preveem atividades e avaliações mais processuais e formativas.  

Os alunos farão quatro cursos, dois no 2º ano e dois no 3º ano. As opções em 2022 foram: 

• em Biologia: A luz e os seres vivos (2º ano); Anatomia e fisiologia experimental (3º ano);

• em Filosofia: Mais de vinte séculos de amizade (2º ano); Utopias e distopias (3º ano); 

• em Física: Energia – máquinas e motores em ação (2º ano); Campos gravitacionais e eletromagnéticos e a Física Moderna (3º ano); 

• em Geografia: O século XXI segundo a Geografia (2º ano); Geografia da América Latina (3º ano); Recursos energéticos – geopolítica, desenvolvimento e Meio Ambiente (3º ano); 

• em História: A África nos séculos XX e XXI (2º ano); As origens da República Moderna (2º ano); Extremo Oriente – uma perspectiva histórica (3º ano); 

• em Literatura: Rebeldes e malditos (2º ano); Literatura e emancipação (3º ano); 

• em Matemática: Desenho geométrico e geometria (2º ano); Lógica (2º ano); Cálculo diferencial e integral – ultrapassando limites (3º ano); Matemática computacional (3º ano); 

• em Química: Luz e matéria (2º ano); Energia e transformação da matéria (3º ano); 

• em Sociologia: Música popular e identidade nacional (2º ano);

• e em Texto: Oficina de escrita (2º ano); e Oficina de redação – a argumentação no debate público (3º ano).

Artes  

A disciplina de Artes no Ensino Médio objetiva propiciar aos estudantes a ampliação de suas capacidades expressivas, a compreensão de como se estruturam as diversas manifestações artísticas e a formação de seu olhar. A apropriação da linguagem artística acontecerá, sobretudo, por meio da percepção visual e da prática em ateliê. 

Os alunos da 1ª série devem cursar umas das seguintes opções em um dos semestres do ano: Formas, materiais e expressão; História da arte moderna e contemporânea; e Percepção, realidade e imagem.  

Meio Ambiente  

Ampliar a investigação a respeito das condições naturais e ambientais de nosso país é o objetivo desta disciplina, que provoca os alunos da 1ª série a se colocarem como agentes transformadores da realidade estudada. Os estudantes podem escolher realizar um curso extensivo de pesquisa, realizado na própria escola ao longo de um dos semestres do ano, ou fazer uma entre cinco viagens oferecidas: Agulhas Negras, Amazônia, Chapada dos Veadeiros, Ilha Grande ou Sul da Bahia. Em quaisquer dessas viagens, há aulas introdutórias, em que se apresentam a região e suas questões socioambientais, e aulas posteriores à viagem, para elaboração e problematização do que foi visto e aprendido pelos diversos grupos. 

Práticas em Cidadania  

Durante um dos semestres da 2ª série, os alunos são convocados a se envolverem em práticas que ampliam seu contato com realidades sociais diferentes da sua, em um exercício de alteridade que os faz refletir a respeito de uma série de problemas da sociedade brasileira. Há três modalidades de curso: estágios participativos, em instituições preocupadas em assegurar a dignidade e a inclusão dos cidadãos; viagens para Aldeias Indígenas, Amazônia, Lençóis Maranhenses, Quilombo Ivaporunduva ou Quilombo Kalunga, com propostas de intervenção junto às comunidades visitadas; e pesquisa, com aulas semanais na escola. 

Pesquisa Autoral  

A experiência de debruçar-se intensamente sobre um tema de interesse é marcante na vida escolar de um aluno, principalmente quando essa pesquisa resulta em produção na qual ele pode ver refletidos seu estudo e sua dedicação.  

Estimular as competências necessárias para a pesquisa – definição de campo de interesse, escolha de tema e de recorte, elaboração de pergunta norteadora, busca de fontes diversas e confiáveis, aprofundamento no tema – e também as de realização de um trabalho de maior alcance, com mais cuidado de acabamento e uma apresentação para a comunidade escolar, é o principal objetivo da disciplina Pesquisa Autoral.  

Ao escolherem o curso que se aproxime mais de seus interesses e suas habilidades, os alunos da 2ª série são apresentados a esse campo do saber, suas principais referências, seus grandes problemas e pensadores e, a partir daí, definem um tema ou problema para desenvolver seu trabalho. Uma vez que a disciplina é anual, será possível dedicar um tempo maior ao desenvolvimento desse trabalho, que poderá ter um caráter mais acadêmico (uma monografia, um ensaio, um seminário) ou mais prático (um filme, uma exposição, um produto, um protótipo), em função da natureza do curso escolhido.  

Os cursos oferecidos em 2022 foram: Cine Santa; Comida – cultura, arte e nutrição; Corpo, cultura e movimento; Design; Experiência matemática; Filosofia e cultura; Fotografia – prática e reflexão; Fronteiras; Guerra e Paz: investigando a geopolítica do séculos XX; Midiologias – leitura crítica da mídia; Neurociência; Psicologia; e Santa Makers.  

Temáticas  

Oferecidos no primeiro semestre para os alunos da 3ª série, os cursos abordam temas que ampliam as fronteiras das disciplinas escolares e o repertório cultural dos alunos, permitindo aprofundamento e diversificação das áreas de interesses.  

Em 2022, os cursos oferecidos foram: Arte, cultura e resistência; Centro de São Paulo; Ciência Médica; Desenvolvimento de jogos 3D; Direito, constituição e cidadania;  Economia – conceitos e preconceitos; Estudos Literários e Filosóficos – amor e loucura; Física Quântica;  Indústria do lazer – turismo e esporte; Mitologia Grega; e Nanotecnologia.

As atividades optativas procuram atender mais de perto às diferentes preferências e habilidades dos alunos. Novamente, a educação para a escolha entra em jogo aqui: é preciso saber medir em quantas atividades é adequado se envolver, já que cada uma é acompanhada de esforços e compromissos, muitos deles coletivos.  

Apesar de haver algumas atividades específicas para cada série, a maior parte é para todos, muitas delas integram alunos de séries diversas.  

O espaço escolar abriga também o grêmio, entidade política que agrega todos os alunos do Ensino Médio e que contribui para oferecer experiências formativas, com interlocução dos educadores da escola, na organização de atividades como torneios esportivos, festivais de bandas e de curtas-metragens, eleições e debates em geral. 

Ação Social  

A participação voluntária em projetos de solidariedade e promoção humana desperta no aluno a responsabilidade social e a consciência do seu papel transformador, pilares de nossa proposta educacional. A organização do curso se dá em forma de núcleos de trabalho, apresentados e reapresentados aos alunos periodicamente. Os núcleos são divididos por temas e contemplam três importantes áreas da atuação social: Tecnologia e Experiência; Criança e Adolescente; e Cidade e Sustentabilidade.  

Aprofundamentos  

Para alunos da 3ª série, o Colégio oferece aprofundamento em Biologia, Filosofia, Física, Fóruns e simulações de relações internacionais, Geografia, Humanidades, Matemática, Práticas de leitura e Química. Esses cursos oferecem condições para a sequência de estudos no nível superior, com conteúdos complementares e mais aprofundados nas diversas áreas do conhecimento. Representam, também, uma oportunidade de descoberta de interesses e habilidades que pode orientar o jovem em sua escolha profissional. 

Curso de Artes  

O objetivo do curso é proporcionar um espaço para pensar e produzir no campo das artes visuais. Explora as relações entre intenção, técnica e ação, a partir de uma abordagem prática e reflexiva sobre os meios de produção de arte e comunicação, com leitura de imagens de obras de artistas referenciais da Arte Moderna e Contemporânea.  

Curso de Música: prática de conjunto  

O prazer de fazer música em grupo aproxima a variada experiência instrumental e musical dos alunos interessados. O canto e os instrumentos melódicos e de percussão servem de expressão musical para o jovem desenvolver suas aptidões, exercitar seus conhecimentos e aprender novos conceitos. Juntos, os alunos definem repertório, arranjos e apresentam shows.  

Dança

Os alunos entram em contato com diferentes modalidades da dança e, por meio da exploração dos movimentos do corpo e do contato com diferentes ritmos, experimentam um exercício coletivo de expressão e criação. 

Espanhol 

O ensino optativo do idioma Espanhol enfatiza o desenvolvimento prático das atividades comunicativas da língua de forma oral e escrita, tanto na compreensão quanto na expressão dos alunos. 

Francês  

O curso optativo de Francês no Ensino Médio é oferecido para os interessados que já têm algum contato com o idioma. Estruturado em módulos temáticos semestrais, que abordam aspectos da cultura francesa (cinema, história em quadrinhos, fotografia etc.), o curso enfatiza a fluência da fala e do diálogo. 

Oficina Maker  

Na oficina, os alunos têm contato com o movimento Maker, que questiona os excessos de consumo em nossa sociedade ao propor “fazer com as próprias mãos”, de forma colaborativa, aquilo de que se necessita. Nela, os alunos têm a oportunidade de operar diferentes ferramentas e materiais, trabalhar com programação, com impressora 3D, com serrote, cortadoras de vinil, cortadora a laser, solda e outras ferramentas na produção de seus projetos. 

Teatro  

Por meio de jogos, cenas e improvisações, procura-se estimular a criatividade e a espontaneidade do aluno como aspectos fundamentais da experiência teatral. Desenvolvendo as habilidades técnicas e sensoriais necessárias para o jogo dramático (corpo, voz e interpretação), o aluno pode expressar-se de forma aberta e consciente, repartindo as suas descobertas com o grupo. Em 2022, oferecemos duas turmas: a de iniciantes e a de avançados. 

Treinamentos esportivos  

Aos alunos interessados, o Colégio oferece treinamento específico em Futebol, Basquete, Vôlei e Handebol, sob orientação de professores especialistas nessas modalidades. Anualmente, as equipes de treinamento participam de diversos torneios.

Os eventos programados também devem ser vistos como parte integrante e importante do currículo, já que ocupam de forma intencional o tempo escolar de nossos alunos. Embora alguns estejam integrados ao Núcleo Comum, como a presença em palestras, aulas coletivas, discussões de filmes e debates, a maior parte deles é de participação optativa.  

Segue lista de alguns dos eventos marcantes do calendário escolar: 

• apresentações de teatro, banda e dança; 

• Encontro de Jovens; 

• Festa dos Esportes e torneios; 

• Fórum de simulação da ONU; 

• Matemagincana; 

• Mostra de Pesquisa Autoral; 

• Mostra de Teatro; 

• Olimpíadas de Física, História, Matemática, Neurociências, Química e Robótica; 

• ações do grêmio. 

Além desses, outros costumam envolver apenas uma das séries, coordenados pelo setor de Orientação Educacional: Day Camp, Fórum Universitário, Acantonamento e Fórum de Profissionais.  

O principal foco do trabalho da Orientação Educacional é propiciar ao aluno condições de assumir a condução do seu processo de formação, participando das decisões acerca de sua aprendizagem, e possibilitar seu crescimento como ser responsável e autônomo.  

Sem deixar de entender as especificidades da adolescência manifestas nas transformações físicas, cognitivas, sociais e afetivas que configuram uma fase de transição, o olhar dos orientadores pressupõe o jovem como alguém que vive um presente que tem sentido em si e merece ser acompanhado.  

Nessa direção, a atenção e a disponibilidade para auxiliar os alunos a encontrarem as melhores condições de aprendizagem e crescimento no espaço coletivo da escola são instrumentos essenciais da atuação da equipe, que precisa estar em contato permanente com professores e alunos.  

Os orientadores educacionais têm encontros regulares com os alunos na grade horária nos quais abordam assuntos relacionados aos processos escolares e propõem discussões acerca de temas emergentes próprios da faixa etária e da atualidade. Desenvolvem propostas que estimulem a compreensão de si mesmo e orientem decisões tomadas nesse momento de vida. As reflexões em sala de aula envolvem também três grandes temas da escola: orientação sexual, orientação profissional e conscientização e reflexão sobre o uso de drogas, abordados com profundidades diferentes de acordo com as características da série.  

Orientação sexual  

Ao longo do Ensino Fundamental, os alunos desenvolvem ampla visão sobre o tema sexualidade. No Ensino Médio, as questões são revisitadas sob novas perspectivas: sugerem-se diferentes olhares e reflexões decorrentes de um novo contexto que considera o jovem em seu tempo e em sua sociedade. Os fundamentos desse trabalho são o cuidado de si e o respeito ao outro. A cada ano, é desenvolvido um programa específico que dialoga com as demandas dos alunos e da atualidade. As estratégias de aula procuram sempre problematizar, polemizar e questionar cada um dos assuntos propostos.   

Orientação profissional  

O objetivo central é levar o aluno a se interessar por construir um projeto de futuro, considerando a melhor maneira de contribuir para a sociedade em que vive. É oferecida a ele a possibilidade de se engajar em atividades que estimulam a descoberta de interesses, talentos, habilidades e a percepção de identidade com determinado estilo de vida. A proposta é de um trabalho reflexivo que implica envolvimento e compromisso pessoal em todas as etapas dessa construção.  

A orientação profissional desenvolve-se a partir de três pilares: o autoconhecimento, o mundo do trabalho e a informação profissional. Ao longo dos três anos, existe preocupação com a sensibilização do jovem para a escolha de seu futuro. Durante as aulas de orientação educacional, levantam-se questões que interferem nas decisões que são feitas na vida. 

Colaborando com o processo de orientação profissional desenvolvido em sala de aula, os orientadores organizam um Fórum Universitário, especialmente voltado aos alunos da 2ª série, que participam de debates com universitários, ex-alunos do Colégio, sobre seus cursos e escolhas, e ainda um Fórum de Informação Profissional, especialmente voltado aos alunos da 3ª série, com palestras de profissionais sobre seus campos de atuação bem como as possibilidades de desenvolvimento profissional em cada área. Os profissionais convidados também são, preferencialmente, ex-alunos ou pais de alunos do Colégio Santa Cruz, o que permite maior afinidade com os pressupostos educacionais e com a realidade dos estudantes.  

Prevenção ao uso de drogas  

O trabalho no Ensino Médio pretende estimular a reflexão filosófica e apresentar informações e referenciais que permitam aos jovens estruturarem um posicionamento pessoal que venha a guiá-los e acompanhá-los na complexidade do tema e da época. Levando em consideração uma possível banalização das drogas com relação ao uso e à percepção de risco, a Orientação assume um duplo papel: analisar o uso e o lugar que a droga ocupa hoje na vida em sociedade; e estimular o jovem a agir de forma consciente e responsável. Mais que isso, discutir e enfrentar a questão tendo como referência básica a preservação do  direito da juventude de desenvolver-se em um ambiente sociocultural sadio. 

A avaliação é um dos aspectos centrais de um projeto pedagógico uma vez que expressa parte do que é considerado relevante no processo de ensino e de aprendizagem. No curso de Ensino Médio, a avaliação do aluno prioriza a expressão de seu aproveitamento nos aspectos cognitivos e na compreensão dos conteúdos. Continua sendo o momento de se valorizar o aprender, mas também o de dar importância ao saber expor de forma clara e precisa o que foi aprendido.  

O grande desafio que se impõe nesse percurso é o de garantir o estudo necessário à sistematização dos conteúdos, propor tarefas avaliadas que pressupõem o uso crítico do conhecimento e a complexidade das articulações entre os conceitos, propiciar um bom diagnóstico para alunos e professores das aprendizagens realizadas sem cair na simplificação das relações de ensino.  

É preciso cuidar simultaneamente de processo e produto, por isso os educadores estão atentos tanto à importância de criar situações de engajamento dos alunos nos temas apresentados – de valorizar presença, participação, interesse e esforço – como de estimular avanços cognitivos crescentes e cobrar, com algum rigor, os resultados apresentados em seus instrumentos de avaliação.  

A avaliação formal ganha um espaço semanal na grade horária dos alunos, com o intuito de promover a assiduidade e a constância necessárias à criação de hábitos de estudo e organização. 

Apoio Pedagógico  

Aos alunos de 1ª e 2ª séries que apresentam dificuldade em alguma das disciplinas do Núcleo Comum são oferecidos atendimentos regulares, realizados prioritariamente pelo professor da disciplina, à tarde, para um grupo menor de alunos. Os estudantes são convocados a comparecer aos atendimentos, a critério dos professores, e são dispensados conforme suas dificuldades forem sendo superadas.  

O Ensino Médio conta com estagiários de todas as disciplinas: estudantes universitários que acompanham os cursos dos professores em sala de aula e que podem atender os alunos em sistema de plantão de dúvidas, individualmente ou em grupos, fora do horário de aulas. 

Também há plantões da disciplina de Produção e Estudo de Textos: os alunos contam com uma equipe de corretores de redação, responsável por avaliar e orientar sua produção escrita, que fica disponível, semanalmente, para atendimentos individualizados à tarde.  

Sistema de avaliação  

A síntese que apresentamos a seguir pretende esclarecer o significado dos conceitos de avaliação e explicitar o sistema de recuperações com termos de uso cotidiano no lugar da nomenclatura regimental.  

Conceitos  

O ano letivo é composto de duas unidades periódicas, uma no 1º semestre e uma no 2º semestre, articuladas em regime de promoção anual. A avaliação do aproveitamento do aluno por disciplina traduz-se em cada unidade periódica, e em cada recuperação, pela escala de conceitos – A, B, C, D, e E – de valor decrescente: 

A: aproveitamento altamente satisfatório (nível excelente);

B: aproveitamento bastante satisfatório (nível bom); 

C: aproveitamento satisfatório (nível regular); 

D: aproveitamento insatisfatório (nível fraco); 

E: aproveitamento insatisfatório (nível muito fraco).  

Apenas os conceitos A, B e C da escala significam aprovação.  

As disciplinas eletivas têm duração semestral – com exceção de Pesquisa Autoral, que é anual. No caso das eletivas disciplinares (para 2ª e 3ª série), não há conceitos de aprovação ou reprovação, mas menções de aproveitamento registradas no término de cada curso: há recuperação apenas por falta de assiduidade.   

Recuperação  

O processo de recuperação é realizado pelo próprio professor do programa, propiciando oportunidade para o conhecimento maior da individualidade do aluno e favorecendo a superação de suas dificuldades. O processo de recuperação consiste em três etapas:

  1. recuperação semestral; 
  2. recuperação de NR; 
  3. segunda época.  

A primeira etapa da recuperação é oferecida ao aluno que obteve conceito inferior a C após o término de cada período letivo; nessa etapa, o aluno poderá recuperar-se obtendo conceitos A, B ou C; a aprovação de alunos que obtiveram conceito E está condicionada à realização de trabalho complementar.

Denomina-se Semestre Não Recuperado, ou NR, a reprovação, em cada disciplina e a cada semestre, no processo de recuperação semestral.  

A recuperação de NR realiza-se posteriormente aos trabalhos de recuperação do 2º semestre, considerando-se as seguintes condições: 

I – o aluno não ter excedido o limite de sete NRs

nas 1ª e 2ª séries ou de seis NRs na 3ª série; 

II –  não haver NR nos dois semestres da mesma disciplina.  

A segunda época é efetuada após as recuperações de NR e poderá ser cumprida, no máximo, em duas disciplinas, pelo aluno que estiver nas seguintes condições: 

I – apresentar dois NRs na mesma disciplina; 

II – não ter sido aprovado na recuperação de NR.  

Dependência  

O aluno em dependência ficará vinculado a uma programação especial – regime de progressão parcial de estudos – na qual constarão aulas e atividades intensivas, bem como avaliações periódicas, o que poderá permitir a condensação do programa em um semestre.  

Para os alunos da 2ª e 3ª séries, o Conselho de Série, se julgar conveniente, poderá permitir a promoção em dependência: em uma disciplina na 2ª série; em duas disciplinas na 3ª série. Contudo, não será permitida nessas condições a promoção do aluno da 1ª para a 2ª série.  

A avaliação do aproveitamento no programa de dependência será idêntica à das demais matérias. Observe-se, entretanto, que a sequência de estudos no Colégio Santa Cruz de aluno em dependência é excepcional e ficará sujeita à decisão do Conselho Pedagógico. 

Retenção na série  

Considera-se retido na série o aluno que incorra em uma das situações expostas a seguir: 

  1. ultrapassar os limites de faltas às aulas  (a frequência mínima obrigatória é de 75% das aulas dadas, em cada componente curricular); 
  2. apresentar mais do que sete unidades não recuperadas (NRs) na 1ª série ou 2ª série e mais  do que seis na 3ª série; 
  3. ser considerado não recuperado em mais de duas disciplinas na recuperação de NR; d)  ser considerado não recuperado em alguma disciplina na segunda época, salvo os casos passíveis de promoção em dependência, nas 2ª e 3ª séries. 

A equipe educacional do Ensino Médio conta com uma diretora, dois coordenadores pedagógicos, três orientadores educacionais, uma coordenadora de série e o corpo docente, constituído de cerca de 90 educadores. Direção, Coordenação e Orientação reúnem-se regularmente no Conselho Pedagógico, que assume a organização dessa equipe educacional.  

A Coordenação Pedagógica apoia a Direção do curso nas atividades de planejamento e reflexão pedagógico-educacional, problematizando conteúdos, revendo metodologias e buscando viabilizar novas possibilidades didáticas. É seu papel, também, promover a articulação disciplinar, notadamente na elaboração e na implementação de projetos de apoio docente, assim como na aplicação dos conteúdos curriculares.  

A Orientação Educacional atua mais diretamente no acompanhamento dos alunos de uma série, avaliando, com a equipe de professores, as necessidades de atenção coletiva ou de atendimento individual motivados por questões diversas da escolaridade: afetiva, social, cognitiva… São os orientadores os responsáveis por estabelecer interlocução com as famílias. 

O Conselho Pedagógico integra essas ações e procura manter uma equipe de professores coesa, em permanente atualização, atenta aos alunos. Para que isso aconteça, é essencial o planejamento cuidadoso de um conjunto de encontros e de atividades formativas com os professores. 

Reuniões pedagógicas regulares  

Nos encontros semanais, professores, orientadores e coordenadores enfrentam os desafios educacionais tanto do cotidiano escolar – questões de alunos e de agrupamentos ou do planejamento coletivo de atividades e avaliações – quanto da formação ampla de nossos alunos, como a articulação pedagógica entre as diversas disciplinas.  

Os professores especialistas de cada disciplina se encontram periodicamente para planejar coletivamente os programas e os objetivos dos cursos, no próprio curso de Ensino Médio ou com colegas de outros ciclos: juntos, é possível avaliar o planejamento mais vertical de cada disciplina na escola.  

Há, ainda, reuniões planejadas com profissionais convidados, ampliando o repertório de debates dos professores e contribuindo para seu desenvolvimento profissional.  

Todas essas modalidades de encontros são essenciais para construção da coerência no ensino oferecido, do senso de equipe e do trabalho coletivo tão prezado no ambiente escolar.   

Grupo de reflexão  

Nessa modalidade de encontros, são reunidos os educadores interessados em discutir e estudar um tema específico de preocupação da equipe, tais como características da juventude ou currículo escolar. Com encontros periódicos, o grupo estuda e aprofunda-se no tema escolhido, abordando as implicações práticas na escola. Como produto, gera assuntos de reflexão para as reuniões regulares, com o grupo completo de professores, e sugestões de alteração da prática.  

Grupo de estudos  

Esse grupo reúne educadores do Ensino Médio interessados em ampliar seu repertório teórico e estudar coletivamente autores e textos correlatos à educação, mas não necessariamente vinculados à prática pedagógica ou ao cotidiano escolar. A dinâmica estabelecida é a de leitura prévia de textos e de discussões conduzidas por um especialista convidado, durante dois ou três encontros.

Equipe

Diretora
Marina Muniz Rossa Nunes

Coordenadores Pedagógicos
Alejandro Gabriel Miguelez
Mônica M. G. Torkomian

Orientadores Educacionais
Clarice Gil Barreira Camargo (1ª série)
Bruno Dulce Weinberg (2ª série)
Deborah Joan de Cardoso (3ª série)

Coordenadora da 3ª série
Maria Cristina A. Sucupira

Núcleo de Práticas Inclusivas
Bruna Amoroso Pastore
Fabiana Aragão Wassall

Corpo Docente

Ana Luiza Festa Ozores (Matemática)
Anita Martins Fontes del Guercio (Biologia)
Arthur Cirello Pan Chacon (História)
Bárbara Vilela Pimenta (Labic)
Danilo Carneiro da Silva (Química)
Elizabeth Zaki (Física)
Fábio Simonini (Literatura)
Leonardo Pereira la Selva (Prod. Est. de Textos)
Luciana Soldi (Filosofia)
Marcelo Ribeiro de Carvalho (Geografia)
Monaliza Fonseca (Labic)

Alejandro Gabriel Miguelez (Prod. e Est. de Textos)
Ana Luiza Petillo Nery (Química)
Daniel Mello Ribeiro (Geografia)
Gustavo Isaac Killner (Física)
Marco Antônio Cabral dos Santos (História e Sociologia)
Roberto Perides Moisés (Matemática)
Tatiana Rodrigues Nahas (Biologia)
Thaís Mitiko Taussig Toshimitsu (Literatura)

André Junqueira Aquino (Geografia)
Caio Ferrari de Oliveira (Física)
Francisco Gonçalves Lima Jr. (Prod. em Est. de Textos)
Kelly Cristina Oliveira de Araújo (História)
Luciana Soldi (Filosofia)
Maria Cristina de A. Sucupira (Biologia)
Raquel Lameiras de Carvalho (Matemática)
Rodrigo Gomes de Oliveira Pinto (Literatura)
Rodrigo Marchiori Liegel (Química)

Jaqueline Tavares Coccia (Professora Monitora de Química)
Lucas Nascimento da Silva (Professor Monitor de Biologia)
Walter Mendes Leopoldo (Professor Assistente de Física)
Yuly de Souza Oliveira (Professora Assistente de Química)

Apoio para Produção e Estudo de textos
César Takemoto Quiterio
Isabela Dillenburg Roncato
José Carlos Sant’Anna Aranha
Julia Pedrazza Soares Mega
Laura Daré Rabello Rosenbaum
Mariana Ramos Fracasso
Milton Mastabi Filho
Murilo Tiago Franco de Freitas
Paula Maciel Barbosa

Amanda Kimie Tsuruta (Biologia)
Anna Julia Furtado Trindade (Geografia)
Bianca Stefani dos Santos Silveira (Inglês)
Bruno Skolimoski Nakagawa (Química)
Denis Machado Seiler (Física)
Enzo Frediani (Biologia)
Guilherme Almeida Vieira Graças (Física)
Helena Sabino Batista da Silva (Matemática)
Ian Gonçalves Motta (História)
Jonathas Ramos Ferreira (Matemática)
Juliana Petarnella (História)
Moisés C. Santos (Literatura)
Natalia Cavalcante da Silva (Geografia)
Natália Machado Carvalho (Química)
Rodrigo Salzstein (Literatura)
Vinícius Ferreira da Silva (Filosofia)

Artes
Ana Lúcia Calzavara
Anderson Cavalcante Rei

Disciplinares
Ana Lúcia Calzavara (Artes)
Ana Luiza Festa Ozores (Matemática)
Bianca Alves Borgianni (Texto)
Carlos Moacir Vedovato Junior (Literatura)
César Canhadas (Geografia)
Cláudia Antinori Passeggio (História)
Daniel Mello Ribeiro (Geografia)
Elivelton Santos Sousa (Matemática)
Fábio Marinho Aidar (Física)
Isabela Pires Ferreira (Língua Portuguesa)
Kelly Cristina Oliveira de Araújo (História)
Lucas Aoki Chao (Matemática)
Lucas Nascimento da Silva (Biologia)
Lucas Zangirolami Bonetti (Artes)
Luciana Soldi (Filosofia)
Maria Cristina de A. Sucupira (Biologia)
Monaliza Fonseca (Física)
Ricardo Vieira dos Santos Paiva (Biologia)

Educação Física
José Eduardo Siqueira
Kazuo Shiramizo
Marcos Ferreira Villela

Línguas Adicionais
Adriana Pizelli Blanco (Inglês)
Alexandre Rodrigues Nunes (Inglês)
Bernardo Fonseca Machado (Inglês)
Cecilia Monteiro Leite Ciscato (Francês)
Claudia Regina Herrador dos Santos (Espanhol)
Cristina Borges Gil (Inglês)
Eliane Pinotti Borguetti (Inglês)
Heloisa Caldeira A. Moreira (Francês)
Myrta Garcia Pradel Biondo (Espanhol)
Renata Picasso Amarante Barbosa (Inglês)
Rodrigo Altair Morato (Inglês)
Vera Regina Gherardini (Espanhol)

Conservação Ambiental
Gilda Maria Pompéia Soares
Tatiana Rodrigues Nahas

Pesquisa Autoral
Amanda Faria Assoni (Neurociência)
Anderson Cavalcante Rei (Cine Santa / Design)
Beatriz Figueiredo Mello (Psicologia)
Camilo Morano Vannuchi (Bastidores da Comunicação)
Gilda Maria Pompéia Soares (Filosofia e Cultura)
Marco Antonio Cabral dos Santos (Fotografia: prática e reflexão)
Nathan Rabinovitch (Santa Makers)
Ricardo Dias Pacheco Martins (Cine Santa / Design / Santa Makers)
Roberto Perides Moisés (Experiência Matemática)
Rodrigo Marchiori Liegel (Química)
Thaís Mitiko Taussig Toshimitsu (Literatura dos Silenciados)

Práticas em Cidadania
Gilda Maria Pompéia Soares
Sofia Leopoldo e Silva

Temáticas
Antônio Gomes dos Reis (Geografia da Desigualdade)
Fábio Simonini (Mitologia Grega)
Gilda Maria Pompéia Soares (Estudos Literários e Filosóficos)
João Carlos M. T. Micheletti Neto (Ciência Médica)
Lucas Aok Chao (Desenvolvimento de Jogos Digitais e Inteligência Artificial)
Marco Antonio Cabral dos Santos (Economia)
Pedro de Almeida Pires Camargo (Direito, Constituição e Cidadania)
Rodrigo Gomes de Oliveira Pinto (Estudos Literários e Filosóficos)

Ana Lúcia Calzavara (Curso Livre de Artes)
Ana Luiza Festa Ozores (Aprof. Matemática)
Ana Luiza Petillo Nery (Aprof. Química)
Arnaldo Barbosa Nardo (Curso Livre de Música)
Beatriz Figueiredo Mello (Ação Social)
César Canhadas (Aprof. Fóruns e Simulações de Relações Internacionais)
Eduardo Franco da Silva (Treinamento de Vôlei)
Fabiana Marzenta de Andrade Neves (Dança)
Heloisa Caldeira A. Moreira (Francês)
Jaqueline Tavares Coccia (Aprof. Química)
José Eduardo Siqueira (Treinamento de Handebol)
Kazuo Shiramizo (Treinamento de Futebol)
Luciana Soldi (Aprof. Filosofia)
Marco Antonio Cabral dos Santos (Aprof. Humanidades)
Margarete Aparecida Martins (Treinamento de Basquete)
Nathan Rabinovitch (Oficina Makers)
Raquel Lameiras de Carvalho (Aprof. Matemática)
Ricardo Dias Pacheco Martins (Oficina Maker)
Roberto Perides Moisés (Aprof. Matemática)
Rodrigo Marchiori Liegel (Aprof. Química)
Rodrigo Mourão (Curso Livre de Música)
Sofia Leopoldo e Silva (Ação Social)
Vera Regina Gherardini (Espanhol)
Vicente Latorre (Teatro)
Yuly de Souza Oliveira (Aprof. Química)

Apoio administrativo e pedagógico

Fernanda Diniz Marigo
Conrado Amoroso
Edisleu Brito do Prado
Sandra Rosso de Oliveira

Advanildo Santana do Nascimento
Elaine Cristina Correia da Silva Pimenta
Jorge Luiz Simão
José Nunes Lima
Maria de Fátima da Conceição Silva
Osmar Antônio de Moura
Virgilio Magalhães Do Carmo