Olhares para o futuro

Estudantes do Ensino Médio simulam fórum de debates no modelo da ONU

A manhã do dia 9 de setembro foi especial para os alunos do Ensino Médio, com o encerramento da Cúpula do Futuro, uma proposta interdisciplinar composta pela simulação de debates no modelo da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Nesta época de incertezas, é importante que os jovens pensem em soluções para questões socioambientais, problemas socioeconômicos e conflitos mundiais”, afirma Cris Sucupira, coordenadora da 3ª série e organizadora da atividade. Esses três eixos, subdivididos em 6 itens cada, foram distribuídos nas turmas das três séries, com base na aderência do assunto com os conteúdos das disciplinas.

Assim, as turmas da 1ª série discutiram questões socioambientais; as da 2ª série, problemas socioeconômicos; e as da 3ª série, conflitos mundiais. Na elaboração do projeto, participaram os professores César (Geografia) e Bárbara (Biologia), da 1ª série; Renan (Física) e Marco (História e Sociologia), da 2ª série; Liegel (Química) e  Joana (História), da 3ª série. Além disso, no encerramento, vários professores participaram da simulação de debates. “Sem a adesão de todos, não conseguiríamos a participação massiva dos alunos”, declara Cris.

O projeto iniciou, no final de agosto, com a palestra da jurista e conselheira do Colégio Flávia Piovesan sobre direitos humanos.  Na sequência, os estudantes dirigiram-se às suas classes para receber seus temas específicos. Em cada turma, os alunos formaram duplas que representariam determinado país no fórum de discussão. Além disso, alguns receberam funções diferentes: uma dupla ficou encarregada da mesa; outra, da produção de notas e notícias; e uma outra, da representação de uma ONG.

Os alunos tiveram aulas específicas sobre o posicionamento de cada país nas questões discutidas a fim de saber o que deveriam defender. “Eles tiveram que assumir posições que, em muitos casos, não correspondiam às suas opiniões pessoais. Foi um grande exercício de argumentação”, afirma Cris. Ela conta que duas meninas que foram sorteadas com a Síria tiveram que atuar como homens, já que o país não admite a participação feminina nesses debates.

Alejandro Gabriel Miguelez, coordenador pedagógico do curso, orientou o comitê de imprensa, composto por 32 “jornalistas”. Os alunos aprenderam não só sobre a prática jornalística, como a preparação para as entrevistas e as características do texto jornalístico, mas também compreenderam melhor o papel da imprensa.  “Foi uma ação prática. Na abertura da atividade, esses alunos fizeram uma entrevista coletiva com a palestrante e produziram uma notícia. Eles também ficaram responsáveis por uma reportagem que foi colocada no mural de cada sala antes da simulação da Cúpula. Além disso, em um padlet, publicaram notas ao longo das discussões”, conta Alejandro.

Sofia e Maitê, alunas da 3ª série, atuaram como imprensa na CUF. Ambas pretendem cursar medicina, mas gostaram da oportunidade. “Foi uma experiência imersiva”, conta Sofia. “Pudemos entender melhor o papel e a importância da imprensa e seu poder de manipulação”, afirma Maitê. Elas observaram que a projeção das notas jornalísticas nas salas movimentava bastante as discussões.

A aluna Alice, da 2ª série, afirma que a CUF possibilitou aprender melhor como debater e argumentar. Ela representou a Dinamarca na discussão sobre cultura digital e combate à desinformação. “Minha classe levou bem a sério essa experiência, foi muito divertida”, declara.

Na simulação do dia 9, houve o “encontro das nações”, em que os representantes de cada país, de todas as séries, reuniram-se em uma roda para alinhar o posicionamento geral. No final, todas as classes tiveram que chegar a um consenso e redigir um documento sintetizando os acordos.

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