Noite de Autógrafos

Autores | 19h

Editora Caixote

Sinopse

É assim que uma menina começa a conversa com o avô durante um passeio na praia e conta a ele memórias compartilhadas pela mãe: as características físicas e o trabalho do pai, o que o deixava bravo e os aprendizados que teve com ele. O avô, que ouve interessado as histórias, acompanha o dia em que a neta faz uma importante descoberta sobre a ação do tempo nos laços familiares e a beleza disso.

Sobre a autora

Formada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da USP, trabalha na área de Educação Infantil há 30 anos e, desde 2005, como professora no Colégio Santa Cruz.
É especialista em literatura para a infância e estudo sobre os livros ilustrados em contextos contemporâneos. Em 2017, publicou “O Silêncio de Alice”, pela editora Autêntica, e, em 2020, “O pai da mamãe”, em parceria com Odilon Moraes, pela editora Caixote, ambos voltados para o público infantil.

Edição das Autoras

Sinopse

O livro inédito: Arte e Natureza – ateliês os quatro elementos, de Ana Carol Thomé e Diana Tubenchlak, traz um convite a você, professor, a expandir o conceito de ateliê.
A partir dos 4 elementos, terra, água, fogo e ar, e boas perguntas referentes a cada elemento, o conteúdo do livro nos convida a instigar e investigar o olhar para os materiais da natureza que estão em nosso entorno.

Sobre a autora

Diana Tubenchlak é professora atelierista da Educação Infantil do Colégio Santa Cruz.
Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista – UNESP (2017), pós-graduada Lato Sensu em Linguagens Artísticas Contemporâneas: ensino/aprendizagem pela faculdade Santa Marcelina (2011) e licenciada em Educação Artística pelo Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ (2005).
Educadora e consultora em arte/educação, tem experiência na área de Artes, com ênfase em processos artísticos e linguagens artísticas contemporâneas, com atuação nos seguintes temas: arte/educação, arte e primeira infância, formação de professores e interrelações entre museus de arte e escolas. Criou “No Colo”, no Instituto Tomie Ohtake, e “Embalada: arte com bebês” em diversos locais.
É autora do livro “Arte com bebês” (Panda Books, 2020). Com Renata Sant’Anna, escreveu “Entre: a arte é sua” (Panda Books, 2001). E, com Ana Carol Thomé, escreveu “Artes e Natureza: ateliês os quatro elementos” (Publicação independente, 2023).

Editora Grua

Sinopse

A emoção de ver algo impactante pela primeira vez, o lugar de sabedoria e afeto das pessoas mais velhas na vida das crianças, o reconhecimento e a recriação de uma vivência por meio da brincadeira são fios que costuram essa delicada narrativa. Dias de Reis se encarrega também de apresentar essa importante festa da cultura brasileira que resiste em algumas comunidades de diversos estados brasileiros.

Sobre a autora

Lucia Mesquita de Magalhães é coordenadora pedagógica e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Viveu na fazenda até os 17 anos. Quando criança, uma vez, espiou a Folia de Reis que passava.

Editora Diálogos

Sinopse

[…] Quando se vive uma experiência, é possível transformar conceitos e práticas de forma consciente. É importante experimentar processos de criação, por mais simples que possam parecer, para compreender como eles se dão e como podem ser compartilhados.A informação por si só não é conhecimento quando se vive a experiência. Para que isso aconteça, é necessário um outro olhar para o tempo, é preciso o tempo da pausa, da entrega.
O livro é um relato de experiência que vai demostrar e revelar as vivências, criações e aprendizagens do Grupo de Estudos Ateliê e Cotidiano em relação a contribuição das artes para a formação de educadores, a importância de desenvolver a cultura do ateliê no cotidiano escolar e o valor de estar em permanente diálogo com pessoas que falam a partir de pontos de vista diversos.

Sobre a autora

Raissa Cintra é artista da dança e arte-educadora. Fundou, em parceria com outros artistas, o Desinvenções, grupo que propõe ateliês como um respiro poético, um lugar de encontro, de troca e diálogo, entre adultos e crianças, permeado pela experiência e pelo fazer artístico. Como artista da dança, trabalhou com intervenções artísticas em SESCs, Virada Cultural, SESI e Bienais de Dança. Historiadora pelo IFCH-UNICAMP e pós-graduada em Linguagens das Artes pela ECA-USP e em Filosofias da Natureza por A Casa Tombada. Em seus estudos, investiga a relação entre crianças e a arte contemporânea. Atualmente desenvolve ações de formação para coordenadores da rede pública de São Paulo pela SME – Secretaria Municipal de Educação de SP e algumas escolas da rede privada, é atelierista na rede particular de ensino e oficinas na educação não formal. 

Editora Diálogos

Sinopse

Um livro que fala sobre reciprocidade, sobre como desde pequenos habitamos a escola e como desde pequeno ela nos habita. A autora, arquiteta urbanista, pesquisadora, educadora e aprendiz nos mobiliza a olhar para os espaços da escola e a enxergar o íntimo do elo afetivo entre a criança e seus espaços.
Rayssa, apresenta relatos de crianças e jovens comprovando que um espaço atravessa o tempo e de que a escola habitada mora dentro de nós.
Quais lugares da escola que você habita estão vivos dentro de você?O livro é um relato de experiência que vai demostrar e revelar as vivências, criações e aprendizagens do Grupo de Estudos Ateliê e Cotidiano em relação a contribuição das artes para a formação de educadores, a importância de desenvolver a cultura do ateliê no cotidiano escolar e o valor de estar em permanente diálogo com pessoas que falam a partir de pontos de vista diversos.

Sobre a autora

Rayssa Oliveira é arte-educadora, arquiteta urbanista (FAU USP) e mestranda em Ensino e Aprendizagem de Artes (ECA USP). É atelierista na Educação Infantil do Colégio Santa Cruz, tendo atuado como educadora e formadora em diferentes diretorias de ensino da Prefeitura de São Paulo e em espaços não escolares como Bináh Espaço de Arte, Sesc Pompeia, CENPEC e Instituto Tomie Ohtake. Há cinco anos, atua em diferentes territórios com o Ateliê Itinerante Andorinha, um carro-ateliê que percorre escolas e outros espaços com propostas artísticas e convites ao encontro entre arte, natureza e território. 

Autores | 19h30

Editora Discurso Direto

Sinopse

Alexandre Vannucchi Leme tinha 22 anos e cursava o quarto ano de Geologia na USP quando foi torturado até a morte no DOI-Codi de São Paulo, o mais temido órgão de repressão política da ditadura militar, chamado de “sucursal do inferno” por seu diretor, o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Cinquenta anos após sua morte, a história de Alexandre é contada por seu primo de segundo grau Camilo Vannuchi. Jornalista e escritor especializado em direitos humanos, autor de livros-reportagens como “Vala de Perus, uma biografia”, editado pela Alameda Editorial e pelo Instituto Vladimir Herzog e finalista no Prêmio Jabuti de literatura em 2021, Camilo foi membro e relator da Comissão da Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo. É professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e secretário de Cultura de Diadema (SP). . 

Sobre o autor

Camilo Vannuchi é jornalista e escritor, professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e Secretário de Cultura de Diadema. Mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP, foi repórter e editor nas revistas IstoÉ e Época São Paulo e colunista no Brasil 247, no site da Carta Capital e no UOL. Foi membro e relator da Comissão da Verdade da Prefeitura de São Paulo (2016). Publicou, entre outros, os livros “Marisa Letícia Lula da Silva” e “Vala de Perus, uma biografia”, finalista no Prêmio Jabuti de Literatura. Camilo estudou no Colégio Santa Cruz entre 1990 e 1996, ano em que se formou no Ensino Médio. 

Abarca Editorial

Sinopse

Um livro que traz seis peças escritas a partir de personagens míticas (e uma personagem histórica). Fábio Simonini é mitólogo e professor de Letras, Literatura e Mitologia, com vasta experiência em cursos e palestras sobre o tema, um conhecimento que elabora através da dramaturgia para colocar em discussão questões atemporais pela voz de Teseu, Tirésias, Ártemis, Cassandra, Admeto e da poeta Safo.

Sobre o autor

Fábio Simonini é professor de Literatura e Mitologia Grega no Colégio Santa Cruz. Já lecionou em alguns dos principais colégios paulistanos, como Anglo Vestibulares, Equipe, Logos, Escola
Viva e Escola Nossa Senhora das Graças. Integrou o núcleo de formadores em Educação Transdisciplinar da Escola do Futuro-CETRANS/Universidade de São Paulo. “Mitos em Cena – Confissões” é seu primeiro livro.
Como mitólogo e professor de Literatura, proferiu palestras e cursos na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na Faculdade Ibero-Americana, na Universidade Mackenzie, no Grupo de Estudos Junguianos, na Casa do Jasmin e na Rede Globo – todos em São Paulo. No Rio de Janeiro, no Instituto de Medicina Psicossomática. Na Itália, deu cursos de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira no Liceo Clássico “Giuseppe Toniolo”, em Massa-Carrara, e atua na “Associazione Dante Alighieri nel Casentino”. 

Editora Laranja Original

Sinopse

Certas histórias de vida ensinam. São vidas professoras. São exemplos que têm o poder de transformar. “Lucy” é uma dessas, é uma história que constrói. A mulher, a educadora, a cientista que este livro apresenta é o retrato de um tempo em que ser professorera mais do que exercer uma nobre profissão. Era ser exemplo e referência para as gerações seguintes.
Professora por 49 anos, formou gerações de alunos de ao menos cinco importantes escolas de São Paulo.Muitos seguiram a carreira cientí ca inspirados pelas aulas de Lucy.
Este livro conta um pouco dessa história e, a partir dela, procura começar uma conversa sobre o que deve ser o assunto deste século no Brasil: educação.

Sobre o autor

Jayme Serva é redator por profissão e membro da diretoria da União Brasileira de Escritores, UBE.  Atuou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais, e foi cobrador de diversos veículos de comunicação. Publicou o livro de poesia, Cem Sonetos, Pouco Mais, Pouco Menos, pela Laranja Original. 

Edição da Autora

Sinopse

Se você pudesse voltar ao passado, seria capaz de cometer os mesmos erros, ferindo novamente as pessoas mais importantes da sua vida? E se disso dependesse salvar o futuro de quem você ama?
Esse é o dilema vivido por Lia, uma jovem perfumista que, de maneira inesperada, se vê diante da chance de reviver a sua vida e reescrever a sua história, evitando a tragédia que abalou sua família. Mas a decisão de mudar o passado terá um preço, sacrificar o seu grande amor de hoje e de sempre.
Na agitada São Paulo das décadas de 1980 e 1990, a narrativa revela os bastidores da indústria de perfumes e convida o leitor a mergulhar no universo das fragrâncias, enquanto acompanha as viagens de Lia ao passado, testemunhando a angústia da personagem diante da tragédia que se anuncia.
Da adolescência na fábrica de sua família, ao lado do excêntrico perfumista Pierre, ao fascinante mundo das Casas de Fragrâncias internacionais, assistimos ao nascimento de uma talentosa perfumista e à chegada de um homem misterioso em sua vida.
A partir daí, a história de Lia e de todos a seu redor toma um rumo inesperado, desafiando a jovem a enfrentar suas inseguranças e a tomar a decisão mais importante de sua vida: decidir quem sobreviverá à iminente tragédia.

Sobre a autora

Lívia Velloso formou-se em Comunicação, trabalhou na área de marketing de multinacionais e entrou para o mundo da perfumaria nos anos 2000, em uma grande Casa de Fragrâncias suíça, onde atuou como diretora de marketing e pesquisa de mercado.
Desde 2018 coordena a Área de Comunicação do Colégio Santa Cruz.
Perfume de Lethes é sua estreia como autora. 

Editora Todavia

Sinopse

Uma residente de medicina divide seu tempo entre o hospital e a pensão onde mora. A rotina é massacrante, e em meio a estudos e plantões, Estela vive num estado permanente de torpor. Neste livro, Natália Zuccala mostra de forma crua o ambiente onde aqueles que cuidam de nossa saúde são formados. Investiga as maneiras como as pessoas que vão dedicar a vida aos outros são desumanizadas e os efeitos dessa formação em médicos, pacientes e na sociedade como um todo.

Sobre a autora

Natália Zuccala nasceu em São Paulo, em 1990. É autora do livro de contos “Todo mundo quer ver o morto” (Ed. Patuá, 2017) e dos romances “Cheia” (Urutau, 2021, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura) e “Estela a esta hora” (Todavia, 2023). Formada em Letras pela FFLCH-USP, é também dramaturga, professora e está em formação como psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae.

Edição do Autor

Sinopse

Como desenhar com palavras a melancolia? Como retratar, entre versos, a profunda fissura com que se experimenta uma depressão? Movidos por uma reflexão sobre o trauma e seus muitos impactos sobre a subjetividade, os poemas deste livreto buscam apresentar um esboço de resposta a tais questionamentos, bem como a outras inquietações sobre as quais o autor tem se debruçado em seus escritos. Neste fragmento de composição poética, desenha-se o pano de fundo da experiência traumática, ora pálido e inerte, ora tingido por tons e movimentos um tanto mais dramáticos. Subjacente à dor e à paralisia típicas do estado depressivo, transparece o desamparo, profundamente marcado pela solidão.
Entremeando poemas e textos em prosa poética, este breve livreto representa o primeiro trecho de um percurso no qual o autor está trabalhando, e que pretende apresentar em conjunto, numa futura obra. Assim, embora estes versos retratem o cenário mortiço em que se instaura a experiência traumática que dá origem à melancolia, esta não deve ser entendida como ponto final da trajetória, cujos possíveis desdobramentos (passando pelos abismos da dor e pela busca de sua superação) constituem o principal objeto dos próximos textos em que o escritor tem trabalhado. 

Sobre o autor

Rafael Salmazi Sachs é professor de Língua Portuguesa no Colégio Santa Cruz e doutor em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Estudioso da psicanálise, já publicou reflexões psicanalíticas acerca da escrita de fãs na internet (na obra “Incesto e fan fiction: entre interdito e transgressão”, pela editora Ofícios Terrestres) e a respeito dos afetos ligados à pandemia (na coletânea “Pelas janelas na pandemia”, editada pela Autografia, com Leonardo Souza). No momento, dedica-se à poesia, explorando-a como possibilidade artística de expressão do indizível. Além de já ter alguns poemas em processo de publicação em uma antologia poética de autores variados (a ser lançada em 2024), está trabalhando em seu primeiro livro de poemas, do qual a plaquete “O bebê que não sabia chorar” (publicação independente) representa uma breve amostra.

Autores | 20h

Editora Ipê das Letras

Sinopse

Este livro pode ser um jogo. Um jogo em que a regra é impedir que os saberes dos outros sejam destruídos! Pode ser um jogo sobre saberes de crianças, sobre os saberes das matemáticas, sobre a construção de identidades. Um dos desafios iniciais que sugerem avançar é compreender que crianças estão imersas em determinadas culturas e a partir delas produzem as suas e constroem suas identidades, no interior das diferentes infâncias. Quanto às matemáticas, convém lembrar que cada pessoa tem uma relação de aprendizado com ela que só é diferente. Nem melhor nem pior. A leitura nos convida a seguir para saber mais sobre as identidades, as particularidades e o modo próprio de existir das matemáticas, nas diferentes culturas.
Trata-se ainda de ultrapassar a ideia de uma matemática única, porque oferece a quem lê uma aproximação com a etnomatemática, que considera a cultura, a temática racial, o afeto, a religião, os saberes impressos em cada corpo etc. Ou ainda de uma experiência de cosmopercepção que pode ampliar horizontes, em que, num jogo, vencer não significa eliminar o outro, mas sim uma outra possibilidade de recomeçar, quando se experimentam jogos de origem africana, por exemplo. A etnomatemática pode extrapolar os espaços formativos da matemática única para se tornar um projeto da escola, quando envolve outras disciplinas e, em especial, atender a legislação nacional: a LDB alterada pela lei 10.639/03, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Sobre o autor

Guilherme Santinho Jacobik é doutor em Filosofia, História e Didática do Ensino de Matemática. Professor polivalente desde 1989. Escritor e formador de professores.

Editora Alameda

Sinopse

Estamos todos habituados à propaganda, nos meios de comunicação, a respeito da presença do agronegócio em nossas vidas e seu sucesso como atividade econômica. O livro de Luiz Felipe de Farias nos apresenta as faces menos visíveis e mais contraditórias desse processo, com base em pesquisa na cidade de Sorriso, Mato Grosso. Inspirado teoricamente em Henri Lefebvre, David Harvey e José de Souza Martins, o autor escolhe como foco de pesquisa um ângulo pouco estudado a formação das chamadas “cidades do agronegócio, entendendo-as como espaços que condensam, a partir das experiências dos sujeitos que as constro-em, diversas contradições. Partindo do suposto de uma forte integração a fluxos internacionais de pessoas, mercadorias e capitais que lhes permitem reter uma parcela significativa do excedente econômico produzido, a atenção se dirige, no entanto, para as alterações dos modos de vida e desdobramentos do encontro entre migrantes de diversas origens. 

Sobre o autor

Luiz Felipe Ferrari Cerqueira de Farias é graduado em Ciências Sociais e em Filosofia, mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente atua como professor de Sociologia na Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP e como professor de Economia no Curso Técnico noturno do Colégio Santa Cruz. Publicou “Agronegócio e luta de classes” pela editora Sundermann em 2014. 

Editora UFABC

Sinopse

A escrita deste livro se ancora na descrição de três substantivos, concebidos como conceitos da produção poética de João Cabral de Melo Neto: primeiro, o rio alçado a forma estética e síntese das dualidades nacionais; depois, a cidade topos e elo entre geografia e poética, definindo o lugar de origem do eu lírico, seu destino escolhido e a utopia do mundo justo; e, por fim, o poeta, em suas instâncias íntima e pública, oscilando entre ser e estar no mundo e na arte. Foram analisados poemas produzidos entre os anos 40 e o início dos anos 60, da estreia do jovem escritor à maturidade de poemas feitos às portas do golpe civil-militar de 1964. Tempo de percepção, para muitos intelectuais e artistas, do estrangulamento do otimismo da década anterior, animada pelas políticas desenvolvimentistas e pelo sonho de um país com maior participação popular. O livro, dessa maneira, define-se em um campo de análise um tanto novo na fortuna crítica do poeta, na medida em que busca desfazer a associação entre racionalidade e superioridade, identificadas ambas ao desejo de pertencer às lógicas cosmopolita e moderna, às quais a poesia de Cabral daria forma. Essa escolha crítica, contudo, produziu um ponto cego em relação à matéria histórica brasileira, sua dinâmica e aos próprios impasses presentes na obra do poeta. Abrindo a perspectiva para a relação da obra de João Cabral com outros campos da cultura e das artes em geral, este livro busca entender sua poesia no diálogo com a história, com seu tempo e seus pares.

Sobre a autora

Mestre (2004) e doutora (2010) em Teoria Literária e Literatura Comparada, pela USP, com pesquisa sobre a poesia de João Cabral de Melo Neto. Em 2016, completou pesquisa de pós-doutoramento pela mesma instituição sobre o tema da poesia periférica de São Paulo. É professora de Literatura do Ensino Médio do Colégio Santa Cruz desde 2004.  

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