Noite Literária – A trilogia existencial de Clarice Lispector

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Na próxima Noite Literária, José Miguel Wisnik proporcionará uma imersão na obra de uma das autoras mais instigantes da literatura brasileira: Clarice Lispector. O encontro tomará como ponto de partida a leitura proposta pelo renomado professor, que articula três obras fundamentais — “Laços de família”, “A legião estrangeira” e “A paixão segundo G.H.” — como uma trilogia implícita, explorando as conexões profundas e as transformações temáticas que perpassam esse conjunto.

A apresentação de Wisnik abrirá espaço para uma discussão sobre a escrita clariceana e suas questões existenciais, revelando como a autora desestabiliza papéis sociais, certezas do cotidiano e estruturas de seu tempo.

Será um momento privilegiado de diálogo, reflexão e celebração da obra de uma figura singular da nossa literatura.

O encontro acontecerá no dia 14 de setembro, das 19h às 20h30, na biblioteca do Colégio.

Recomenda-se a leitura prévia das obras: “Laços de família”, “A legião estrangeira” e “A paixão segundo G.H.”.

Convidado

José Miguel Wisnik é professor aposentado de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, ensaísta e músico. Fez mestrado e doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada, abordando as relações entre música e literatura no modernismo brasileiro. Foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation. Atuou como professor convidado na Universidade da Califórnia (Berkeley) e na Universidade de Chicago.

Entre seus livros publicados encontram-se O coro dos contrários – A música em torno da Semana de 22 (1977), O som e o sentido – Uma outra história das músicas (1989), Sem receita – Ensaios e canções (2004), Machado maxixe – O caso Pestana (2008), Veneno remédio – o futebol e o Brasil (2008), Maquinação do mundo – Drummond e a mineração (2018) e Viagem do recado – Música e literatura (2025). Foi colunista do jornal O Globo (2010-2015).

Como músico, lançou os CDs de canções José Miguel Wisnik (1993), São Paulo – Rio (2000), Pérolas aos poucos (2003), Indivisível (2011), Ná e Zé (2015), O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik (2020) e Vão (2022). Compôs para cinema (Terra estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas; Janela da alma, de João Jardim e Walter Carvalho), para teatro (parcerias com o Teatro Oficina, em São Paulo) e para dança, com quatro trilhas feitas especialmente para o Grupo Corpo (Nazareth, 1993; Parabelo, 1997, em parceria com Tom Zé; Onqotô, 2005, em parceria com Caetano Veloso; Sem mim, 2011, em parceria com Carlos Núñez). Tem canções interpretadas por Elza Soares (tendo feito a direção artística do CD Do cóccix até o pescoço), Maria Bethânia, Gal Costa, Ná Ozzetti, Djavan, Jussara Silveira, Monica Salmaso, e parcerias com Chico Buarque, Caetano Veloso, Guinga, Luiz Tatit, Alice Ruiz, Marcelo Jeneci.

Recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura (1978, 2009), o Troféu Noel Rosa (1989), o Prêmio Kikito do Festival de Cinema de Gramado (1989), o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991, 1993, 1995), o Prêmio do Festival de Cinema do Ceará (2001), o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2019) e a Ordem do Mérito Cultural (2009).

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