Estudantes participam de imersão em inovação social no Insper

Você tem fome de quê? Projetos propõem soluções para problemas de alimentação em comunidade

No mês de julho, 21 alunos do Colégio Santa Cruz participaram de um curso de design social no Insper.  Os estudantes dedicaram-se a encontrar soluções para problemas reais da comunidade Jardim Colombo, em Paraisópolis.

A atividade tem como base metodológica o design thinking, que apresenta 5 etapas: imersão; análise e planejamento; ideação; prototipação e validação; implementação. A fase da imersão é aquela em que deve ocorrer a empatia. “É necessário que os estudantes sintam as necessidades das pessoas. Não adianta chegar com uma solução pronta, pensada de fora para dentro”, explica o coordenador do Núcleo de Educação Digital (NED), Moisés Zylbersztajn, que acompanhou a turma com a educadora Izabella Vasconcellos. 

Os alunos, orientados por professores do colégio e do Insper e por líderes locais, visitaram a comunidade para compreender suas necessidades referentes à falta de alimentação saudável. Muitas pessoas, com a inflação e o desemprego, têm encontrado dificuldade para comprar legumes, verduras e frutas. Por isso, nasceu a ideia de implantação de hortas urbanas coletivas na comunidade, por meio de uma ONG, o Projeto Fazendinhando. No entanto, a questão não é simples, pois, no local, não há terrenos grandes, bem iluminados, com captação de água disponível. Assim, os alunos elaboraram projetos para viabilizar, da melhor forma possível, essas hortas.

O curso durou cinco dias. Divididos em grupos, os estudantes assistiram a palestras, realizaram visitas, construíram protótipos e elaboraram projetos. No último dia, usando a técnica de pitch, apresentaram suas ideias a uma banca formada por professores do Insper e por lideranças da comunidade.

Esta é a segunda edição do curso. A aluna Bia Sturn, da 3ª série, participou da atividade no ano passado, quando o desafio era propor soluções para o Rio Pinheiros, e, neste ano, foi monitora dos grupos. “No ano passado, eu aprendi muito mesmo. No começo, eu estava um pouco inflexível, com a cabeça fechada. Aí eu abri a cabeça e o processo fluiu. Neste ano, fui como monitora e foi uma experiência ótima. Eu senti que já sabia muita coisa e podia ajudar os grupos. O design thinking exige que a gente reveja as soluções. Às vezes, a gente acha que já chegou ao resultado e não é nada daquilo. Tem que começar de novo”, declara.

Segundo Moisés, essa é, de fato, uma característica importante: errar e testar bastante para acertar mais. “O projeto une vários atributos muito valorizados pelo colégio: inovação, criatividade, responsabilidade social e autonomia”, afirma.

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