Espetáculo “Marie e a descoberta luminosa”

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A vida da cientista Marie Curie no palco do Teatro Santa Cruz

No dia 23 de outubro, às 19h, a Companhia Delas trará ao palco do Teatro do Colégio, a peça “Marie e a descoberta luminosa”, vencedora do Grande Prêmio da Crítica (APCA/2025).

Voltada para crianças e adultos, a montagem dirigida por Rhena de Faria, com dramaturgia coletiva da diretora e das atrizes Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld, apresenta a vida de Marie Curie, a cientista mais premiada da história e pioneira na radioatividade.

Marie Curie – Uma Pioneira da Ciência

Nascida na Polônia ocupada pelos russos, Maria Salomea Sklodowska, por ser mulher, foi proibida de estudar e frequentou universidades clandestinas organizadas pela resistência polonesa. Inspirada por esse espírito de insubmissão, Maria e sua irmã Bronia buscaram novos horizontes em terras distantes. Na França, casou-se com Pierre Curie e passou a ser chamada pelo nome que a consagrou, Marie Curie.

Marie e seu marido dedicaram suas vidas ao estudo de uma energia invisível que ela batizou de Radioatividade, conquista que rendeu ao casal um Nobel de Física. Mais tarde, depois da morte de Pierre, Marie receberia outro prêmio Nobel, agora de química, pela descoberta de dois novos elementos químicos – o Rádio e o Polônio.

Assim, Marie Curie tornou-se a primeira mulher a receber o prêmio Nobel e é, até hoje, a única pessoa a recebê-lo duas vezes em áreas diferentes da ciência. Foi também a primeira mulher contratada como professora na Sorbonne, a Universidade de Paris e, ao lado da filha Irene, fez importantes estudos sobre o uso da radiação no tratamento contra o câncer. Durante a Primeira Guerra, foi obrigada a interromper suas pesquisas e decidiu levar máquinas de raio X para os campos de batalha. Suas Petites Curies, como eram chamadas, atenderam quase 200 mil soldados feridos.

“Foi um dos espetáculos mais trabalhosos que dirigi. Primeiro, pela complexidade do objeto de estudo de Marie Curie, que nos fez mergulhar nas teorias atômicas e nos trabalhos de outros cientistas e, em segundo, pelo compromisso com a História da Polônia pré-guerra, país do qual pouco sabíamos. A parte mais bela deste processo foi a constatação de que ambos os assuntos estavam totalmente interligados. Toda a obstinação de Marie Curie teve base no contexto de resistência polonesa”, afirma a diretora Rhena de Faria. “Acho que Marie nos ensina também sobre essa resiliência e solidez mesmo em tempos de tempestade”, declara a atriz Paula Weinfeld.

Companhia Delas

A Companhia Delas foi criada em 2001, a partir do encontro de cinco atrizes: Cecília, Fernanda, Julia, Paula e Thaís. Nos últimos 24 anos, elas produziram 12 espetáculos e tiveram grande sucesso de público e crítica, além de terem recebido prêmios e indicações, como APCA, Shell, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Desde 2018, o grupo pesquisa sobre histórias de mulheres que revolucionaram a ciência, dando origem à trilogia “As Três Marias” que se completa agora com “Marie e a descoberta luminosa”. Os espetáculos anteriores retratam a vida de Mary Anning, maior pesquisadora de fósseis da história, e Maria Sibylla Merian, brilhante ilustradora e entomologista, que registrou pela primeira vez a metamorfose dos insetos.

Durante a pandemia, a Companhia levou a mesma temática para conteúdos virtuais, criando o podcast “Elas são Feras!” (Premiado no Festival ComKids, 2024) e as webséries “Pergunte à cientista” e “Olho Mágico” (Premiada pelo APCA em 2020). Na extensa produção do grupo, é possível conhecer mais de 20 mulheres inspiradoras, de diferentes nacionalidades, épocas e áreas da ciência. Agora, é a vez de Marie Curie, talvez a mais famosa de todas

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