COP30 no Santa: Mobilização pelo Clima e pelo Futuro

Entre os dias 10 e 21 de novembro, Belém (PA) sediou a COP30, a Conferência das Partes da ONU sobre mudanças climáticas. No Colégio, esse evento global mobilizou todos os cursos em reflexões, pesquisas e atividades práticas sobre os desafios ambientais do nosso tempo

Na Educação Infantil, as crianças do 1º ano iniciaram sua jornada com rodas de conversa para mapear conhecimentos prévios sobre o tema. A leitura do artigo “Uma reunião pela vida”, da Revista CHC, abriu espaço para debates sobre desmatamento, transição energética, mudanças climáticas, efeito estufa e aquecimento global. A curiosidade pelo mascote da COP, o Curupira, também fez parte do processo.

No Ensino Fundamental 1, no 4º ano, os alunos exploraram a relação entre produção de alimentos e meio ambiente. Durante o estudo do meio em São Luís do Paraitinga (SP), visitaram propriedades rurais que praticam agricultura familiar sustentável e orgânica, observando contrastes com métodos convencionais. Essa experiência gerou importantes reflexões sobre desmatamento, queimadas, erosão do solo e aquecimento global.

Já no 5º ano, as turmas realizaram experimentos para compreender o efeito estufa. Utilizando caixas de sapato, papel alumínio e filme plástico, simularam o aumento da temperatura causado pelo excesso de gases como o CO₂. A prática reforçou a importância do equilíbrio atmosférico para a vida na Terra. Em classe, os alunos também estudaram o Complexo Amazônico e nas aulas de Ensino Religioso aprenderam a função da COP e como funciona o evento internacional. Depois, em duplas e trios, produziram registros do tipo “você sabia”, expostos em um mural.

O Ensino Fundamental 2 traçou conexões entre Ciência, sociedade e justiça climática. No 7º ano, as discussões sobre biomas brasileiros evoluíram para análises sobre desmatamento e mudanças climáticas. Os alunos estudaram acordos internacionais e conceitos-chave como “Efeito Estufa”, “Aquecimento Global” e “Mudanças Climáticas”, utilizando bases de dados sobre emissões no Brasil.

Os alunos de Ciências do 9º ano estudaram como a concentração de gases estufa afeta a dinâmica de recebimento e emissão de ondas eletromagnéticas pelo planeta Terra. Segundo o professor Alexander Brilhante Coelho, terminam o estudo “com a compreensão de quais dados e argumentos são utilizados pelos cientistas para sustentar a ideia de que a causa do aquecimento global é antropogênica.”

“O ponto alto da nossa trajetória foi a palestra com o Professor Ricardo Abramovay, que reuniu alunos do 7º e do 9º anos, que trouxe uma ideia de justiça climática e do papel dos jovens estudantes na construção de uma responsabilidade coletiva sobre o tema, além de ampliar a discussão climática em termos geopolíticos, explicando as relações entre países emissores dos gases do efeito estufa e países mais afetados”, conta Pedro Paulo Teixeira Coelho, professor de Geografia do 7º ano.

Ensino Médio: Simulação da COP30

Em agosto, mais de 700 estudantes participaram da simulação da COP30, um projeto interdisciplinar que envolveu 18 turmas. Após palestras com João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, e Paulo Artaxo, cientista do IPCC, os alunos representaram países, ONGs e imprensa, negociando soluções para os desafios climáticos. “Queríamos que os estudantes vivenciassem a complexidade das negociações e compreendessem a importância da ciência para orientar decisões”, explica Cristina Sucupira, coordenadora e professora de Biologia.

“Apesar dos debates por vezes acalorados na imprensa, existe um consenso, entre os pesquisadores do clima, de que a temperatura da Terra está aumentando, e que as causas se relacionam com algumas atividades humanas que aumentam a concentração de gases estufa na atmosfera. Trata-se do problema científico mais importante de ser compreendido e, sobretudo, enfrentado, já que o aumento da temperatura média da Terra coloca em risco o bem-estar das gerações atuais e a sobrevivência das gerações futuras”, explica Alexander, professor de Ciências do 9º ano. Por isso, a mobilização proporcionada pela conferência foi muito produtiva para a nossa escola.

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