“Com quem está a régua do mundo?”

Palestra abordou educação inclusiva e combate ao capacitismo

A educadora e jornalista Mariana Rosa realizou, no dia 25 de agosto, uma palestra em que discutiu questões relacionadas à educação inclusiva.  O evento foi a primeira atividade do encontro de formação “Se todos os seres humanos são únicos, qual o nosso incômodo com a diferença?”. A próxima palestra, no dia 26 de setembro, abordará o racismo, com a presença da professora Luciana Alves, pró-reitora da Unifesp.

No início, a palestrante expôs aspectos de sua vida para contextualizar a fala. Com baixa visão há alguns anos e mãe de uma menina com deficiência, ela viu-se compelida a estudar aspectos que envolvem as pessoas com deficiências.

Segundo ela, é importante percebemos que a deficiência não é uma condição individual. Ela está inserida em um mundo em que impera a “corponormatividade”, isto é, a classificação e a hierarquização dos corpos de acordo com suas habilidades. A educadora ainda apontou que a deficiência é um conceito que surgiu com a Revolução Industrial, quando se passou a avaliar a performance de produção em um tempo considerado adequado. “Com quem está a régua do mundo?”, questionou a pesquisadora ao se referir à determinação de padrões “normais”.

Mariana destacou que é necessário enfrentar a estrutura capacitista. O capacitismo, segundo ela, equivale ao racismo para os negros e ao machismo para as mulheres. “A identidade de uma pessoa não é um dado natural. Ela se constrói em relações atravessadas por disputas de poder”, afirmou.

A educadora citou algumas referências importantes para as questões inclusivas, como o professor Tomaz Tadeu da Silva e a escritora Helen Adams Keller. Também mencionou nomes como os dos influenciadores Ana Clara Moniz, Ivan Baron, Mariana Torquato e Carol Souza.

Assista à palestra de Mariana Rosa, que contou com a mediação da equipe do Núcleo de Prática Inclusivas (NUPI) da escola.

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