Convite para a peça “A esperança na caixa de chicletes Ping Pong”, de Clarice Niskier

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A ESPERANÇA NA CAIXA DE CHICLETES PING PONG

No dia 11 de junho, às 19h, o Teatro Santa Cruz receberá a peça “A esperança na caixa de chicletes Ping Pong”, escrita, encenada e dirigida por Clarice Niskier. Com a supervisão de Amir Haddad e a direção musical de Zeca Baleiro, o espetáculo é uma declaração de amor à cultura popular brasileira.

O texto, em rima, é um livre cordel que fala da brasilidade, formada por fragmentos de diferentes culturas, como um dos patrimônios imateriais mais importantes do planeta. Clarice procura responder à pergunta de seu filho: “Mãe, por que você nunca quis morar em outro país?” A peça é uma espécie de “fico” da atriz que, de forma gingada e poética, revela as esperanças e as desesperanças que compõem a sua decisão de abraçar o Brasil.

“Eu amo a cultura popular brasileira, plural, multifacetada, multirracial, que não impõe uma verdade absoluta. Tenho uma relação visceral com o palco e com a música popular brasileira: ela nunca nos deixou na mão. É sobre esse amor à terra da cultura. Um cordel pop sobre a nossa infinita criação”, declara Clarice.

O espetáculo reúne 45 músicas de Zeca Baleiro interligadas aos sentimentos da atriz e aos seus pensamentos, que têm como base as obras de Sérgio Buarque de Holanda, Eduardo Galeano, Yuval Harari. Villa-Lobos e Chico Buarque, entre outros.

CLARICE NISKIER

Clarice Niskier é atriz, dramaturga e diretora de teatro. Completou 40 anos de profissão em 2022. Seus estudos começaram em 1980 na escola O Tablado, fundada por Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro, onde participou da montagem amadora da peça Tambores Na Noite, de Bertolt Brecht, sob a direção de Dina Moscovici, que lhe valeu o convite para estrear profissionalmente a peça Porcos com Asas, no Teatro Cacilda Becker, em 1982, como protagonista. De lá para cá, somam-se mais de 45 espetáculos em seu currículo.

Foi indicada por três vezes ao Prêmio Shell de Melhor Atriz, pelas peças A Lista; Troia e A Alma Imoral – por esta foi vencedora, com sua adaptação do livro homônimo do escritor e rabino Nilton Bonder, em cartaz há 20 anos, e já vista por mais de 750 mil espectadores em todo Brasil. Atualmente, produz, dirige e interpreta as seguintes peças que fazem parte de seu repertório: Coração de Campanha, de sua autoria, ao lado do ator Isio Ghelman; A Alma Imoral; A Lista, de Jennifer Tremblay, e A Esperança Na Caixa de Chicletes Ping Pong, também de sua autoria, baseada nas canções de Zeca Baleiro. “A Esperança”, foi indicada em 2002 ao Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Dramaturgia. Esse repertório é fruto de sua parceria de mais de 20 anos com o mestre Amir Haddad e com o produtor e músico José Maria Braga.

A atriz já trabalhou com diversos diretores, entre eles, Antônio Pedro, Domingos Oliveira, Eduardo Wotzik, Felipe Hirsh, Bia Lessa, Lucia Coelho e Paulo José. Com André Acioly, José Maria Braga e o ator Elias Andreato, fundou durante a pandemia a Companhia Aldeia dos Bobos, realizando vários trabalhos poéticos on-line.

ZECA BALEIRO

Zeca Baleiro nasceu em 11 de abril de 1966 em São Luís do Maranhão. Começou a carreira participando de festivais e compondo música para teatro infantil nos anos 80.

Com sua mistura de ritmos e referências musicais diversas, canções líricas e a verve afiada de humor e ironia, o cantor e compositor foi recebido com entusiasmo pelo público e imprensa quando lançou seu primeiro disco, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, em 1997.

Ao longo desses quase 30 anos, lançou 17 discos de estúdio, 8 álbuns ao vivo, DVDs e vários projetos especiais, em que se destacam: o disco em parceria com a poeta Hilda Hilst, “Ode descontínua e remota para flauta e oboé – de Ariana para Dionísio”; “Café no Bule”, CD em

parceria com Paulo Lepetit e Naná Vasconcelos; e “Zoró Zureta”, projeto para crianças que inclui os CDs “Zoró [bichos equisitos] Vol.1” e “Zureta Vol.2”; um aplicativo e o DVD de animações “A Viagem da Família Zoró”. Também comandou o programa de TV “Baile do Baleiro”, que estreou em 2016 no Canal Brasil.

Como produtor, realizou álbuns de artistas diversos, entre eles: Sérgio Sampaio (“Cruel”), Antonio Vieira (“O Samba é Bom”), Vanusa (“Vanusa Santos Flores”), Odair José (“Praça Tiradentes”), Wado (“O Ano da Serpente”), o angolano Filipe Mukenga (“Nós Somos Nós”) e Edson Cordeiro (“Ouve a minha voz”). Desde 2006 mantém o selo Saravá Discos, por onde tem lançado projetos de perfil alternativo e seus próprios álbuns.

Artista multifacetado, Zeca Baleiro vem se dedicando também à literatura e ao teatro (tem quatro livros lançados e é autor de duas peças). Compôs trilhas para dança (“Mãe Gentil”, “Bicho Solto Buriti Bravo”, “Cubo” e “Geraldas e Avencas”), teatro (“Lampião e Lancelote”, “Roque Santeiro”, “O Ninho”, “Gente é Gente”, “Felicidade”) e cinema (“Carmo”, “Oração do Amor Selvagem” e “Paraíso Perdido”).

Excursionou por vários países da Europa (Bélgica, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha e Suíça), África (Cabo Verde e Angola) e América do Sul (Argentina e Uruguai). Tem álbuns editados em Portugal, Espanha, Argentina e França.

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